Portugal-Chile: Primeiro teste rumo ao sonho de todos os portugueses

A seleção de Portugal vai dar o pontapé de saída nos jogos de preparação tendo em vista a presença na fase final do Campeonato do Mundo deste verão com um duelo particular, ao final da tarde deste sábado, contra o Chile, no Estádio Nacional, no Jamor.

Poucos dias depois do arranque do estádio na Cidade do Futebol, em Oeiras, os eleitos de Roberto Martínez vão ter o primeiro teste do estágio final para o Mundial2026 e frente a um adversário em ‘crise’, já que foi o último classificado da fase de apuramento da América do Sul, mas que ’em tempos’ foi o culpado de uma das grandes desilusões portuguesas.

Naquele que foi o único jogo oficial entre portugueses e chilenos, a equipa sul-americana acabou por levar a melhor. Em 2017, na Taça das Confederações, que foi uma espécie de tubo de ensaio para o Mundial2018, na Rússia, o Chile impediu Portugal de chegar à final da competição, depois da vitória no desempate por grandes penalidades.

Já no que diz respeito a duelos particulares, em 1972, Portugal e Chile mediram forças no Torneio da Independência do Brasil, com a vitória a cair para o lado dos portugueses (4-2). Mais tarde, em 2011, em Leiria, Portugal alcançou um empate (1-1).

Segue-se agora o reencontro entre as duas formações no Jamor, naquele que se espera que possa ser o primeiro teste da equipa das quinas rumo ao sonho de todos os portugueses: o da conquista inédita de um Campeonato do Mundo.

O jogo particular entre Portugal e Chile está agendado para as 18h45 deste sábado e terá arbitragem do italiano Luca Zufferli.

Treinadores em discurso direto

Roberto Martínez

Está a olhar para os rivais do Mundial ou para os jogos de preparação? “Há dois blocos. Estamos com cinco treinos e o foco agora é mais individual. Levar os jogadores ao mesmo nível para poder executar os contextos como equipa para chegar ao Mundial no melhor nível. Agora é uma continuação do bloco que vem desde março, já experimentámos muitos aspetos importantes do que vamos fazer durante o Mundial. Agora os treinos tiveram intensidade, a dinâmica de grupo é muito boa. Os adversários já têm aspetos dos adversários do Mundial. Chile tem aspeto de duelos como Colômbia, seleção sul-americana. E depois aspetos nossos de conceitos do que temos de fazer com e se bola. Esse bloco é muito mais individual, elevar todos os jogadores ao melhor nível fisicamente. O outro bloco, Mundial, são os três jogos da fase de grupos. É um trabalho totalmente diferente. Agora estamos à espera dos quatro jogadores campeões da Europa, chegam amanhã e continuamos com a nossa preparação. Para nós é muito importante poder jogar em frente aos nossos adeptos. Faz parte da nossa preparação no aspeto psicológico do jogador da nossa seleção.”

Resultados dos adversários nos particulares e partida tardia para os EUA: “Os resultados nos particulares não são o resultado final, mas sim tudo o que trabalhamos, tudo o que temos de agitar. A França ganhar ou não tem a ver com outros pontos, vimos uma França com cinco atacantes. São momentos em que os treinadores experimentam aspetos com o objetivo de melhorar a equipa. Amanhã o foco não é ganhar ao Chile, é melhorar como equipa. Queremos ganhar, mas essa não é essa prioridade, não vamos fazer tudo para isso. Vamos usar as 11 substituições e o foco é mais individual. Não é o mesmo terminar a época a 16 de maio ou 24, não é o mesmo jogar mais 2.400 minutos de 2.000 minutos. O aspeto individual é mais importante do que o resultado final. A Espanha não usou 10 jogadores que vão estar no Mundial. O resultado final é tudo aquilo que estás a acrescentar à equipa.”

Nicolás Córdova

Elogios ao adversário: “Portugal tem uma grande geração, mas não é espontânea. Há muito trabalho, de muita gente, para ter estes jogadores. Portugal fez um trabalho espetacular. Pelas individualidades, plantel e selecionador que tem, obviamente é candidato, mas é preciso ter muita sorte no Mundial, não tendo castigos, lesões e que os jogadores cheguem em boas condições… É um grande candidato a estar, pelo menos, entre os quatro melhores”

Meio-campo português: “Não sei se há outro país que tenha um meio-campo como o de Portugal. É muito difícil escolher entre os seus médios, mas também é difícil escolher entre o trio de ataque da França. A Argentina não começou bem em 2022 e, depois, apareceram jogadores que não era suposto, como Enzo Fernández ou Mac Allister. É difícil ver quem será o campeão, pois há umas seis seleções de grande nível e aparece outra que ninguém espera, como Marrocos na última edição.”

Últimos resultados

Portugal: E-D-V-E-V

Chile: V-V-V-V-D

Últimos onzes

Portugal: José Sá, Diogo Dalot, Gonçalo Inácio, Tomás Araújo, João Cancelo, Vitinha, Samuel Costa, Francisco Trincão, Bruno Fernandes, Pedro Neto e Gonçalo Ramos

Chile: Lawrence Vigouroux, Igor Lichnovsky, Ian Garguez, Guillermo Maripán, Gabriel Suazo, Vicente Pizarro, Felipe Loyola, Felipe Faúndez, Darío Osorio, Javier Altamirano e Ben Brereton

Ausências

Portugal: Nada a registar

Chile: Nada a registar

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