Reparem: corruptos há muitos. O José recebe x para aprovar o empreendimento y ou o Paulo embolsa z por facilitar o negócio w. Acontece em todo o lado. Esses são, chamemos-lhe assim, os corruptos comuns. Manuel Pinho é de um outro calibre. Aquilo de que foi acusado pelo Ministério Público é de ser um corrupto em prontidão permanente — ele recebeu durante anos a fio cerca de 15 mil euros mensais para fazer tudo aquilo que fosse necessário fazer por Ricardo Salgado e pelos interesses do Grupo Espírito Santo.



